Sentimentos raros exalam
De um coração solitário,
Em busca de energias caras,
Num mundo que já desconhece.
Partidos fúteis
Atraem um povo escravizado,
Que chora com a dor do domínio,
Vivendo sob a narcose da lábia,
Que o cega,
Para não lutar por seus ideais.
Sementes férteis brotam
De um orgasmo roubado,
Que a fome não notou,
Nem sei por que também não matou,
E assim continuam nascendo
Escondidas pelas noites,
Para peregrinarem pela terra,
Se não perecem em combate,
Vão entulhando as praças,
Deitados pelas calçadas,
Ou vadiando pelas avenidas,
Como um exemplo puro,
De um governo seguro
De sua grande incapacidade.
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